sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Coisa da coisa

Tempestades veem e vão
uns olham para o raio
outros olham mudos para o trovão
e se esquecem da chuva
--das gotas da chuva--
que são simples e caem
e como caem
Na palma da mão não se prendem
Não cabem como cabem numa folha de mamão
que seja!
uma gota inteira, refletida de única pureza
E os boquiabertos, ficam, parados
Esperando que surja um trovão
que clareie a noite
Que surja um raio
que não caiba na mão,
que caiba no céu
e não caia na terra
no único alimento que lhes tem--No pé de mamão.

3 comentários:

Diego El Khouri disse...

Rei das Metáforas... tua poesia é um mergulho corajoso nos movimentos que a existência possibilita... Voa, caminha, viaja seus versos... Um dia quem sabe eu atinja essa liberdade que você alcançou com sua arte; por enquanto ainda estou preso na imobilidade...

Parabéns, poeta!
Como todo mestre da palavra vc sempre se supera!!

Anônimo disse...

Adoro a simplicidade e beleza das suas palavras!

Sempre me faz muito bem^^

PARABÊNS!

Beijo

Noita disse...

Adorei!
BeijO*