quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Poucos passos largados



Quando se anda em alguns passos
Percebe-se que está descalço
O vento lhe sopra, assopra
Bate na cara!
(E não lhe balança nem os braços)
Pede mil e uma desculpas
Oras!
Não peça perdão―eu digo.
Afinal, quem tem de ir a meu favor?!
Audacioso se me responde: os seus pés.
Meu amigo vento, pouco andei, tão pouco sei
Mas tá ai
Alguém que não me aguenta mais,
os meus pés.

3 comentários:

Kloggers/Polly disse...

Hello - just blog hopping - may I add what a really unusual picture.

Karlinha disse...

Muito, muito bom!

Diego El Khouri disse...

Há desespero e paz nesse poema.