sábado, 3 de março de 2012

Antiético

(Por Ivan Silva)

Lá vem outra vez.
O silêncio,
Freguês...
Bom dia,
em que posso ajudar?
É o que digo...
minha fala... minha situação. Está em falta...
Já vi que aqui não tem é nada. Ouço... Não sei porque vim nessa espelunca!
Faz parte da rotina. Freguês. Vendedor.
Atuo na frente e atrás do balcão.
Me causa náusea esse roteiro.
Meu estômago dói,
minha mente apodrece,
cada venda me envenena...
Porque não vai ver se estou na esquina?!
Sem educação.
Era uma vez um bom vendedor...

 

3 comentários:

Alexandre Mendes disse...

O dia a dia!

Vi disse...

A vida é o retrato falado de um balconista. Dos dois lados do balcão.

Carpe diem!

Caucuz disse...

Só que o vendedor também é músico, pintor, poeta, compositor, sonhador, caçador de dragões, e encantador de criaturas mágicas.... mas, o freguês... esse pobre coitado só é mal-educado.