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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

PANTERAS NEGRAS

Filme sobre os Panteras Negras, grupo revolucionário que surgiu em 1960 no EUA. Nele mostra como o estado joga com a sociedade e como é, nessas situações. Lembrando aqui que constantemente tentam camuflar as formas de opressão, que no fim são sempre as mesmas. Violência e crueldade, física, psicológica. Deixo aqui o vídeo pra quem quiser dar uma conferida e fazer suas próprias reflexões:


domingo, 16 de setembro de 2012

ZINE NA ÁREA

Zine David Beat, do David Beat, isso mesmo. Com poemas, desenhos, indicações de filmes, livros, e outras coisas mais.


Pra entrar em contato: pennybeat@gmail.com ou acesse alguns dos sites: http://poesiapopediversa.blogspot.com.br/ e http://www.flickr.com/photos/david_beat/7790693082/in/photostream/ onde tem vários desenhos dessa mente inquieta que se despe do medo e nos escarra o inconsciente.

sábado, 8 de setembro de 2012

AGORA QUE ELA CANTA

Antônio Eduardo Planchêz de Carvalho
um homem do passado no dia de hoje
Uma tristeza tão longínqua respira arcada
em minhas janelas humanas

Na divisa da tarde ruiva com a noite relva,
no pêlo de um lobo, pantera, mocho e corvo

Trago o fígado da tarde-noite
para ser tratado pela água dos meus olhos

"O rio de Piracicaba vai jogar ‘almas’ pra fora"

Delírios de um ano inteiro
para um vivente dos temporais inusitados

Gostaria de saber escrever bem melhor
Gostaria de anoitecer agora, agora que ela canta

Primeira luz trazida
pelas lontras das chuvas eternas

Resta-me ser um único hemisfério
Pelo azul eu sou o meridional
Pelo canto do uirapuru esqueço
tudo o que disse anteriormente
e me oculto na floresta
Através dos vãos das folhas pardas
avisto luas-planetas- astros-estranhos
Construo poemas gigantes com os pés

Fôlego, é o que mais tenho
Meu fôlego de flores cobre todo o Brasil
nas penas de mil bandos de papagaios,
araras e bicos-de-lacre

Lágrimas de pedra precipitam-se
das dezenas de ossos que tenho:
olhos nos ossos,
nas unhas e nos cabelos do sexo

Peruca das árvores cobertas do orvalho
Antônio Eduardo, pai e mãe de todos os cachorros

Cipó-chumbo brotando dos botões do micro-systen
Nos resta um contrabaixo acústico cosendo
a fartura rítimica das últimas milhares de semanas

As bocas de mil Budas se abrem,
escorrem estrelas e o que não sei definir

Pássaros do breu, filhos de Allen Ginsberg
e Florbela Espanca

Minhas vistas violetas amam a gelatina
dos versos clitóris de Ana Cristina Cesar

A luminosidade da minha poesia
é um antídoto ao avanço neo-conservador
A luminosidade da tua poesia é um antídoto
ao avanço neo-conservador

Chamar Allen Ginsberg de senhor é sacanagem

A boa música é negada às pessoas
O Brasil “exporta” os seus melhores talentos
e os nega para o seu próprio povo
E nos impõe uma ditadura mental

Ninguém conseguirá deter
o grande renascimento da poesia
Ninguém, nenhum demônio careta
conseguirá deter o renascimento
do verdadeiro espírito humano

Que se dane que os "Marrecos da latrina"
venderam dois milhões de cópias,
o Brasil tem 150 milhões de habitantes,
não somos obrigados a engolir
esse e outros lixos oportunistas

Mediocridade se opondo à eternidade
Se esses aproveitadores
olharem para o sol (interno)
conhecerão a cegueira de suas pobrezas
E quem é que precisa de lixo?

Determino o renascimento do homem total
Homem, homem, nem um pouco Deus e sim homem,
profundamente integrado
ao movimento do planeta,
a partir do movimento de sua comunidade,
das pessoas que ali vivem

"É chegada a hora de reeducação de alguém,
do pai, do filho, do espírito santo, amém!"

Aquele que luta apenas
em prol de seu próprio benefício
está terrivelmente errado,
esse não é o movimento do universo,
essa não é a corrente do grande oceano vivo
Você, que se calou por pura conveniência,
deveria cortar literalmente a língua
e jogar aos porcos

Dinheiro, poder, posição, jogos de interesses:
que pobreza!

Os homens esqueceram que são pássaros

Tire seu velho sapato
antes que seja tarde
e pise o ventre de Mãe Terra

Dancemos voltados para a África,
para a Índia, para a Serra da Mantiqueira,
para extremo sul dos Andes

Rebolemos recitando os versos
de todos os poetas brasileiros

Nordeste
Sul
Centro-Oeste
Norte
Sudeste

Ali está a estrela Dalva
e as estrelas das constelações
Ursa Maior e Ursa Menor

Que tal um "Frevo rasgado"?
"OLHE BEM NOS MEUS OLHOS/OLHE BEM PARA VOCÊ/
O FATO É QUE/ A GENTE PERDEU TODA AQUELA MAGIA (...)"
(Oswaldo Montenegro)

25 de dezembro de 1995
Parque Novo Horizonte-São José dos Campos-SP

(edu planchêz)


terça-feira, 30 de agosto de 2011

A colonização de ontem e de hoje

Por: Fabio da Silva Barbosa

Enquanto estou lendo “AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA” (Livro de Eduardo Galeano que trata da colonização da América Latina e de como as potências da época enriqueceram através do saque das riquezas alheias) comparo a colonização de ontem com a de hoje. Mesmo com toda distância temporal, muitos povos ainda são submetidos a esse processo. Por terem sofrido contínua lavagem cerebral, são colocados na posição de colonizados pacíficos. Tudo parece estar dentro do normal e caminhando pelo único caminho possível. Mas existem muitos caminhos e possibilidades que não recebem a devida atenção. Isso não se dá devido a falta de inteligência ou a fraqueza, mas por causa de toda uma estrutura que nos faz acreditar que a realidade em que vivemos é a única possível.
Além dos colonizadores externos e seus bandeirantes, ainda temos de suportar os ataques dos colonizadores internos. Este tipo de colonizador se divide em grupos que não medem esforços para fixar suas bandeiras e catequisar aos que, segundo a visão deles, estão precisando de orientação e esclarecimento. Um dos muitos exemplos que poderiam ser citados é a forma com que partidos políticos ou pretensos grupos revolucionários chegam a uma comunidade carente ou em um movimento social espontâneo (criado pela própria população, sem depender de doutrinas ou verdades estabelecidas) e já vão catequisando para arrebanhar.
Focando nos partidos políticos (hoje existem alguns querendo ocupar o lugar deixado vago pelo PT em sindicatos, associações de moradores e movimentos sociais), podemos comparar esse tipo de colonização interna com a antiga da seguinte forma: O político partidário X chega na comunidade carente y, encontra os moradores tradicionais desta localidade, trava contato, fixa sua bandeira partidária e troca seus espelhos e quinquilharias (atualmente representadas por churrascos ou pequenas trocas de favores) pelo bem da terra (antigamente: madeira e metais preciosos – hoje: voto). A mão de obra utilizada pelos antigos colonizadores em suas novas terras era o trabalho escravo, atualmente usam cabos eleitorais que trabalham em troca de promessas ou de pequenos favores (entre eles a aquisição de uma mixaria que não garante nenhuma mudança real em sua vida).
Focando agora no outro exemplo dado (os pretensos revolucionários), contarei uma história que pude assistir algumas vezes em locais e datas diferentes: Em uma comunidade extremamente pobre, um grupo que dizia estar ajudando essa comunidade de forma desinteressada impunha sempre uma série de costumes que não faziam parte do cotidiano dos moradores. Entre esses costumes havia o momento de falar sobre suas ideologias salvadoras durante encontros e festividades locais. Enquanto os europeístas falavam sobre sua visão científica da sociedade, entre a infestação de baratas e o roncar de estômago das crianças que lembravam a todo momento a realidade daquela gente, os moradores iam saindo de fininho ou se fechavam em seus próprios pensamentos (haviam muitos problemas para serem pensados enquanto aqueles garotos bem alimentados falavam em uma língua empolada sobre teorias antigas e cansativas). O evento só começava de verdade depois que essa galera ia embora. Aí os moradores iam chegando desconfiados, se certificando que aquela gente chata já tinha sumido.
Certa vez, perguntei a uma senhora, que aparecia sempre depois que esses caras iam embora, onde ela estava no momento da confraternização. Ela disse que tinha um pessoal de igreja falando mais cedo e, como não gostava de igreja, ela preferiu esperar eles irem embora antes de se aproximar. O pessoal de igreja, na verdade, era um grupo revolucionário que, assim como a antiga igreja, dizia estar salvando a alma daquela gente pura. Aquela senhora nem fazia ideia de como sua análise da situação fora perfeita.
Muitos outros exemplos de colonização interna poderiam ser dados, mas citarei apenas mais um: Certa vez estava comentando sobre a mania dos acadêmicos ficarem transformando tudo em teoria, se afastando assim do mundo real e pragmático, ficando restritos ao pequeno grupo da academia. Falei sobre os diversos movimentos sociais e culturais que surgiam de forma espontânea e sem nenhuma necessidade de guias ou condutores de massas. A pessoa com quem eu conversava questionou se eu achava que um estudioso não poderia pesquisar sobre um movimento periférico. Respondi que ele poderia pesquisar a vontade, mas que ele nunca poderia achar que sabe mais daquela cultura que as pessoas que deram forma e conteúdo a ela (ou seja, não poderia se apropriar do que não lhe pertence). Nem preciso dizer que essa pessoa, untada de teorias limitadoras, não conseguiu entender nada do que eu disse. O grande problema da academia é a atitude colonizadora. Ela chega, põe sua bandeira (que deve ser adorada por todos como o certo) e começa o trabalho de catequização.
E por aí vai...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SEMENTE ESTRELAR

(Por Diego El Khouri)


Somei à minha fome
a minha falta de estilo.
Viajo com os olhos abertos
a lugares incomuns.
E quanto mais o desejo aquece
e a semente estrelar fenece
numa paz branca de neve
vejo
como se tudo permanecesse vivo
e só eu Morto.

sábado, 6 de agosto de 2011

Outro LETRA LIVRE

31 de julho de 2011, dia de sarau, dia de encontro. Foi assim que sai de casa apressado, com uma baita dor de barriga. Fim de semana não é fácil, ônibus só de uma em uma hora. Faltava vinte pras sete. Correndo cheguei a casa do meu amigo Diego (Doug) que fazendo poesia andava pelos cômodos tagarelendo sem parar. Conversando com a família, Anna (parceira de uísque) também estava lá. Atencioso, esqueci de ir ao banheiro. Comida quase pronta, conversa, comida na mesa, prosa, conversa, diálogo, comunicação, e agora saímos. No ponto, uns passageiros esperavam. Sinal de que o transporte ainda não tinha passado...
apenas futuro: daqui uns dias, olha só, a frota terá mais noventa ônibus disponíveis com cor escolhida pelos usuários que disputam assentos, vagas entre si, superlotação todo dia, e já se acostumaram com o preço abusivo da passagem?! Chegamos em Goiânia, como um resumão de mais ou menos meia hora (isso sem esquecer do violão, das palmas, e das gargalhadas que viajavam no eixão). Maldito PÃO E CIRCO! Depois da poesia, ainda haverá TEATROo?!

No sarau, começamos a ler e a ouvir... a aprender... a observar:

























OBS: sofro de flatulência...

terça-feira, 14 de junho de 2011

NADA

Por: Alexandre Mendes

Quem nunca viu, venha ver. Não, não é nenhum caldeirão sem fundo fervendo! O que segue abaixo é o fanzine "Nada-Ensaio Filosófico do Profeta Nihildamus."Abram as páginas e reflitam sobre o pensamento desse Profeta do Abismo.





E vejam também os blogs desse poeta, historiador e quadrinista quebrador de silêncio:

http://peresteca.blogspot.com/

http://mondelingegeskiedenis.blogspot.com/