domingo, 29 de julho de 2012

O que estava lá....

(Por Cacau Cruz)
 
Não sei dizer o que estava lá.
Se era sombra porque não vi a luz?
Se era luz de onde veio?

Não sei por que estava lá,
Veio a convite, ou chegou mansinho?
Era só meu ou de mais alguém?

Não sei como explicar.
Não tinha legenda ou determinação.
Era real ou imaginação?

Não sei por onde começar.
Se não tem início, terá um fim?
Será pois eterno, eterno enfim?

Não sei o que era ou para onde ia.
Pura incerteza e determinação.
Não seria nada,  ou tudo seria então? 
 
 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

SUPETÃO

(Por Ivan Silva)

Pelo deserto que sou
caminho e não há oásis, não mais,
apenas miragem,
miragem, miragem, miragem.
Sol Rá!
Tudo em chamas.
Devastação...
Névoa, tempestade de sóis distantes,

gotas de orvalho pousam na cinza madrugada.

terça-feira, 24 de julho de 2012

BATIMENTO

 (Por Ivan Silva)

Ritmo estou aqui:
voz de poeta, alucinação, anatomia louca,
atravessado pela realidade envenenada na sua caixa de truques.
Em tudo que escrevo está meu sangue,
nada mais consegue me ler se não com seu espanto de assassinato.
Cada palavra uma lâmina sádica, o que me corta e dilacera por dentro
em ti faz cócegas.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

DETERIORAÇÃO

(Por Ivan Silva)

estou me consumindo em chamas,
sou o próprio inferno e anjo condenado,
fogo vermelho,
amarelo e azulado.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

DE CABEÇA

(Por Ivan Silva)

ao chegar no penhasco pulei.
se o que houver for mar,

mergulho, 
se o que houver for pedras, 

mergulho.

terça-feira, 17 de julho de 2012

SOBRETUDO, UMA DÁDIVA

(Por Cecília Fidelli)
 
A vida
é uma estranha madrugada.
Uma misteriosa lua.
Um sol radiante.
Um vento cortante.
Uma chuva incessante.
Um silêncio.
Um indignação indizível.
Um livro.
Um sonho inatingível.
Um horizonte perdido.
Um afeto longínquo.
Um imenso sorriso.
Uma lágrima amarga.
Uma perpétua batalha.
Uma fera.
Uma serena loucura.
Um oceano de náufragos.
Um idealismo arrojado.
Uma realização.
Uma morte íntima.
Uma fantasia.
Um som divino.
Uma miséria.
Uma excelsitude.
Uma viagem.
Um tudo ou nada.


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segunda-feira, 16 de julho de 2012

LENÇÓIS SALPICADOS DE MERDA

(Por Ivan Silva)

o presente se foi
e eu fiquei preso no passado

sentimentos fugiram
e não me esperaram sair do transe,
desmoronaram o túnel da gentileza.