PERFUME, PODRE E POBRE
Minha vida empedernida,
carcumida, repelida
lida e relida
só minha vida me suicida.
Minha morte me descobre
de cobre manto nobre
perfume, podre e pobre
defunto sonha.
Amormedorme.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Pela fechadura
Fui lucidando versos tortos
sem vista sem imagem
e recebi uma visita (será?)
que nem bateu na porta
mas como foi destraída
passou pela fechadura!
E após não ver passar paisagem, saiu, de cara mole!
sem vista sem imagem
e recebi uma visita (será?)
que nem bateu na porta
mas como foi destraída
passou pela fechadura!
E após não ver passar paisagem, saiu, de cara mole!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Dedicatória à Sra. (rs)
.................................DE...
................................As vezes
................................sem tamanho
................................uma linha vai se desmanchando...
................................Sem versos, sem rumo...
................................Como se entorta tanto? Se nem rumo tem....
................................Um pedaço vai além.
................................Eu apenas vou sonhando...
................................como a linha que desmancha.
................................O poema de alguém.
................................As vezes
................................sem tamanho
................................uma linha vai se desmanchando...
................................Sem versos, sem rumo...
................................Como se entorta tanto? Se nem rumo tem....
................................Um pedaço vai além.
................................Eu apenas vou sonhando...
................................como a linha que desmancha.
................................O poema de alguém.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
AO POETA-METÁFORA
Ao Ivan Silva--Diego El Khouri
Uma flor pequenina no meio do jardim
solitária se afasta de sua casa.
O vento branda nas encostas.
Montanhas erguem-se do campanário.
Parece que de detalhes vive
a poesia desse jovem rapaz.
Algoz e carrasco da linguagem
cria, recria novas palavras.
Um poeta de pele e mente sã
sabe que a Morte vem pra clarear
a fragilidade dessa vida vã.
Mas perdido em toda essa solitude
transportado em seus versos lindos...
Rei da Metáfora, envergonho-me do meu instinto suicida.
------------------------------------------------------
Ainda hei...
Ainda hei de agradecer na mais clara forma sem dilema
és escura como o espaço, uma estrela bem pequena
és a luz da claridão...um espaço feito a mão
num regaço de um poema.
Ainda hei...
Ainda hei de agradecer na mais clara forma sem dilema
és escura como o espaço, uma estrela bem pequena
és a luz da claridão...um espaço feito a mão
num regaço de um poema.
sábado, 14 de novembro de 2009
Profudamente Filho da Joana
dedicatória--*Emergência*-- à Mario Quintana.
Revolta? Não. Preso? Sim, n'uma cela
...........ainda profundamente.
Abriste a janela Quintana, fui salvo, e contraditório...
Afoguei-me por ela.
Mas não respirei diferente...
Revolta? Não. Preso? Sim, n'uma cela
...........ainda profundamente.
Abriste a janela Quintana, fui salvo, e contraditório...
Afoguei-me por ela.
Mas não respirei diferente...
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
No jeito do acento
Quebraram o acento
que tinhas,
ó ar
ó mar
Que tinhas, ó vento, ó sonho sedento
Que tinhas a cinza do mato
em incêndio
Tudo se fala, em silêncio
tudo se apaga
O poema nojento parece uma bala
Caiu no meu peito: dois acentos "tio"
Ai!Amor--um mar, um ar, a cinza:
Um poema nojento,--Um acento ranzinza...
que tinhas,
ó ar
ó mar
Que tinhas, ó vento, ó sonho sedento
Que tinhas a cinza do mato
em incêndio
Tudo se fala, em silêncio
tudo se apaga
O poema nojento parece uma bala
Caiu no meu peito: dois acentos "tio"
Ai!Amor--um mar, um ar, a cinza:
Um poema nojento,--Um acento ranzinza...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Teto Alto
No alto teto
não ponho a mão, pois dizem:
"É proteção, o teto da casa"
Mas veem: foi feito
A luz nele apagada escurece
De plano, parece perfeito
Defeituosa noite
Pois falta: a lua, as estrelas...
Encaro-o como nublado
--bastante--e ando devagar
Na estante eu esbarro, sobrecaio
Que que há?! Sentei nas nuvens!
Não gostas do céu?!
É ilusão, caí do sofá.
não ponho a mão, pois dizem:
"É proteção, o teto da casa"
Mas veem: foi feito
A luz nele apagada escurece
De plano, parece perfeito
Defeituosa noite
Pois falta: a lua, as estrelas...
Encaro-o como nublado
--bastante--e ando devagar
Na estante eu esbarro, sobrecaio
Que que há?! Sentei nas nuvens!
Não gostas do céu?!
É ilusão, caí do sofá.
Assinar:
Postagens (Atom)