na real, espero que não tenha parado
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Dente de Leão do Dia Seguinte
na real, espero que não tenha parado
sábado, 28 de abril de 2018
Aos 88
por Ivan Silva
"Aos 88"
Aos 88 e ainda mantinha a disposição
de andar pelas ruas
todos os dias
vendendo cantigas que inventava cantando
e transcrevia na hora...
Ninguém comprava. Todos estavam certos
mesmo quando disseram "larga isso,
não dá futuro, vintém, dim dim!"
É, 88 anos de cantiga e caminhando,
na pindaíba, mas não deu o gostinho
ao bando de conselheiros. Viveu e morreu
cantando.
"Aos 88"
Aos 88 e ainda mantinha a disposição
de andar pelas ruas
todos os dias
vendendo cantigas que inventava cantando
e transcrevia na hora...
Ninguém comprava. Todos estavam certos
mesmo quando disseram "larga isso,
não dá futuro, vintém, dim dim!"
É, 88 anos de cantiga e caminhando,
na pindaíba, mas não deu o gostinho
ao bando de conselheiros. Viveu e morreu
cantando.
terça-feira, 24 de abril de 2018
Outros trabalhos
"Silêncios"
Arte de Ana Negrão
E acompanhando a pintura, um vivissimo poema de Nutyelly Cena que caminha pelo cotidiano ai afora:
12 de dezembro de 2012
"? "
Hoje eu saí e pensei que o dia fosse ficar diferente. E ficou. Pronto, respirei aliviada.
Ás vezes costumo olhar para as pessoas e pensar sobre suas vidas, tenho essa curiosidade de ficar pensando no que foi capaz de as fazerem chorar, rir do que as fazem felizes e por aí e me teletransporto para o mundo dos outros.Aquele dia o corredor do hospital estava vazio. Havia duas enfermeiras, uma senhora rezando, uma sentada e uma mulher cansada no balcão. Fiquei olhando para a porta da sala de emergência pra ver que atrás daquela porta se escondia muitas vidas.
Meu olhar passou por um quarto com a porta aberta, vi uma mulher pálida, de cabeça raspada que olhava para a janela chorando nesse momento meu mundo se transportou para o dela pensei nela na infância no que ela gostava de brincar. Se ela chegava em casa depois de brincar na rua com os amigos. Ela na escola, preocupada em passar de ano. E agora ela estava ali, frágil. O que ela pensava ao olhar pela janela? Senti uma vontade enorme de entrar ali e abraçá-la, mas então a senhora do balção me chamou e voltei
Arte de Ana Negrão
E acompanhando a pintura, um vivissimo poema de Nutyelly Cena que caminha pelo cotidiano ai afora:
12 de dezembro de 2012
"? "
Hoje eu saí e pensei que o dia fosse ficar diferente. E ficou. Pronto, respirei aliviada.
Ás vezes costumo olhar para as pessoas e pensar sobre suas vidas, tenho essa curiosidade de ficar pensando no que foi capaz de as fazerem chorar, rir do que as fazem felizes e por aí e me teletransporto para o mundo dos outros.Aquele dia o corredor do hospital estava vazio. Havia duas enfermeiras, uma senhora rezando, uma sentada e uma mulher cansada no balcão. Fiquei olhando para a porta da sala de emergência pra ver que atrás daquela porta se escondia muitas vidas.
Meu olhar passou por um quarto com a porta aberta, vi uma mulher pálida, de cabeça raspada que olhava para a janela chorando nesse momento meu mundo se transportou para o dela pensei nela na infância no que ela gostava de brincar. Se ela chegava em casa depois de brincar na rua com os amigos. Ela na escola, preocupada em passar de ano. E agora ela estava ali, frágil. O que ela pensava ao olhar pela janela? Senti uma vontade enorme de entrar ali e abraçá-la, mas então a senhora do balção me chamou e voltei
sexta-feira, 6 de abril de 2018
sábado, 31 de março de 2018
quarta-feira, 28 de março de 2018
Aos conformismos
Dar espaço ao ponto
Dar espaço ao pronto
Essa idéia não tem vez
Não está tudo bem
Nada acabou
Ainda que digam:
"é o fim dos tempos
não há nada a ser feito."
Ainda que soltem:
"resolvida a crise econômica
a vida voltará ao normal."
Ao normal?! A vida voltará ao normal?!
Que a crise econômica continue
e o fim dos tempos também!
Omar Chuá , 24 de fevereiro de 2017
Dar espaço ao pronto
Essa idéia não tem vez
Não está tudo bem
Nada acabou
Ainda que digam:
"é o fim dos tempos
não há nada a ser feito."
Ainda que soltem:
"resolvida a crise econômica
a vida voltará ao normal."
Ao normal?! A vida voltará ao normal?!
Que a crise econômica continue
e o fim dos tempos também!
Omar Chuá , 24 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 9 de março de 2018
A porta vê do outro lado
Ontem de relance vi num telejornal que a fiscalizaçao baixou nos terminais e recolheu a mercadoria dos ambulantes. Perguntado um vendedor de alguma daquelas bancas amarelas fixas, regularizadas, disse que acha certo a fiscalizaçao apreender mercadoria desse pessoal, porque muitos vendem coisa vencida, estragada. Em seguida a camera mostrou uma sacolada com verduras, cachos de banana.e a reporter disse que " os ambulantes so vao pegar a mercadoria de volta quando pagarem multa". Esse noticiario me vem somado a memória da minha infância. "Ó o rapa, ó o rapa". É uma guerra de décadas contra a população que tenta duramente manter uma fonte de sobrevivência. Sequer havia alimento estragado ali.
(Ivan Silva)
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