domingo, 23 de dezembro de 2012

P12 (PI AO QUADRADO) OU POLITICAMENTE INCORRETO AO QUADRADO - EDITORIAL


A tendência, quando se pensa diferente da maioria, é em determinados momentos nos considerarmos loucos. Aquela coisa, que aprendemos desde pequenos, dentro dos conceitos da “democracia”, de que se a maioria pensa e quer uma coisa, esta coisa deve estar correta. Mas quando começamos a ler e pesquisar, buscando outros pensamentos de outras pessoas, acabamos por chegar a conclusão que, ou não somos realmente loucos, ou ao menos não somos tão poucos.
Quando comecei a explanar meus pensamentos, comecei a ser tachado de "Politicamente Incorreto" e na época nem sabia exatamente o que era isso. Havia conhecido o “Patrulhamento Ideológico”, ainda nos anos 1970, mas comecei a perceber que as coisas atualmente eram muito piores e mais danosas e perigosas. E também a perceber que existem, não apenas no mundo acadêmico e até na própria mídia, pessoas que também tem esse pensamento. Filósofos como o Luiz Felipe Pondé no Brasil e Roger Scruton na Inglaterra; e jornalistas como Walter Navarro. E mesmo dentre as pessoas, digamos, mais simples, pessoas comuns, que apesar de não estarem debaixo dos holofotes e na frente de microfones de rádio e televisão, também tem esse pensamento na contramão. Pessoas que questionam seu mundo e que não aceitam o que é vomitado e imposto a força. 
E foi baseado nisso que lancei a ideia desta revista. Aglutinar esse pensamento que não tem lado, não está nem à direita nem a esquerda, muito menos no centro. Ou se está de algum lado, é o do pensamento livre, coisa que tem sido combatido pelo poder dominante que descobriu que a melhor maneira de dominar as pessoas seria com a "pasteurização" e a uniformização do pensamento, nivelando por baixo os conceitos sociais e morais, transformando até mesmo coisas simples e necessárias como cantigas de roda e o humor em alvos de criticas, e até mesmo de processos. 
Aliás, os processos judiciais substituíram bem a chibata e a tortura nos porões da repressão militar. Antes, os que pensavam diferente do que era imposto eram torturados e mortos, hoje são processados, o que as vezes na prática significa a mesma coisa, impedindo até mesmo essas pessoas de sobreviver. 
Pensar e expor o pensamento livre, de fato, se tornou algo muito perigoso, como na "crimidéia" de Orwell. Pensar diferente está se tornando crime, a partir da premissa inventada de uma igualdade que não existe e chegando a absurdos de fazer com que as pessoas se sintam no dever de explicar porque estão usando a palavra "preto", em qualquer circunstância e por qualquer motivo. A coisa se instala na mente das pessoas, criando o pior tipo de censura, aquela que impede que o criador de usar determinadas palavras, formas e cores . Uma guerra suja.
E como não sou - a maioria de nós não é - afeito a armas, tiros e explosões, nos resta apenas uma forma de lutar nessa guerra suja: continuando a pensar e explanar seu pensamento das formas que ainda podemos. E esse é o motivo maior da existência de PI2, Pi Ao Quadrado, ou Politicamente Incorreto ao Quadrado. 

Luiz Carlos Barata Cichetto


Politicamente Incorretos:

  • Luiz Felipe Pondé
  • Walter Navarro
  • Luiz Carlos Barata Cichetto
  • Delciderio do Carmo
  • Toni, Le Fou
  • Renato Pittas
  • Emanuel R. Marques
  • Marcelo Moreira
  • Gabriel Fox
  • Diego El Khouri
  • Giovani Iemini
  • Wellington Vinícius Fochetto Jr.
  • Isaac Soares de Souza
  • Eliezer Soares de Souza
  • Joanna Franko
  • Alejandra Arce D Fenelon
  • Celso Moraes F.
  • Roger Scruton
  • Erika Zaituni
  • Carlos Crummond de Drummond

sábado, 15 de dezembro de 2012

?

(Por Nutyelly Cena)

Hoje eu saí e pensei que o dia fosse ficar diferente. E ficou. Pronto, respirei aliviada. Ás vezes costumo olhar para as pessoas e pensar sobre suas vidas, tenho essa curiosidade de ficar pensando no que foi capaz de as fazerem chorar, rir do que as fazem felizes e por aí e me teletransporto para o mundo dos outros.Aquele dia o corredor do hospital estava vazio. Havia duas enfermeiras, uma senhora rezando, uma sentada e uma mulher cansada no balcão. Fiquei olhando para a porta da sala de emergência pra ver que atrás daquela porta se escondia muitas vidas.
Meu olhar passou por um quarto com a porta aberta, vi uma mulher pálida, de cabeça raspada que olhava para a janela chorando nesse momento meu mundo se transportou para o dela pensei nela na infância no que ela gostava de brincar. Se ela chegava em casa depois de brincar na rua com os amigos. Ela na escola, preocupada em passar de ano. E agora ela estava ali, frágil. O que ela pensava ao olhar pela janela? Senti uma vontade enorme de entrar ali e abraçá-la, mas então a senhora do balção me chamou e voltei .
 
 
 

domingo, 9 de dezembro de 2012

SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS

(Por Ivan Silva)

Trabalhando sem cessar
consciência e inconsciência,
feito um Gregor Samsa,
encaro o Tédio da rotina

com outros funcionários
que desconhecem ter asas
e chamam uns aos outros de otários,
se comportam mesmo como proletários...

Trabalhando de lua a lua, competindo
entre si, rimando vida com vazio,
suados e encurvados, submissos,

escravos com corrente até os dentes,
tão iludidos que não conseguem se ver
cada um o elo da sanguínea corrente.

domingo, 2 de dezembro de 2012

domingo, 25 de novembro de 2012

INFINDAMENTE ADENTRO

 (Por Ivan Silva)

Ruminante, com 24 anos nas costas, feito camelo mascando as horas,
tento um curso de informática.
Estudo com crianças internautas
e encaro tudo como sendo experiência de vida...
Todos os dias, no final da aula,
sem muita expectativa,
abro uma página onde há poesia e deixo aberta.
Depois disso desapareço na tempestade de areia.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

NA SALA DA INQUISIÇÃO

 (Por Ivan Silva)

pescoço
pescoçar

braço               a

braçar

plantar
testa

testar
órgão

tocar

domingo, 4 de novembro de 2012

SEM SAÍDA

(Por Ivan Silva)

ouviu isso?
entrou num
e saiu pelo outro.