domingo, 22 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
O VIGÁRIO
(Por Ivan Silva)
Pap'A Vale chegou e viu
nos olhos cansados
o brio da sua imagem
E
nos ouvidos feridos
ausência de palavras brunidas,
Contando assim mil falácias.
Cheio de boas novas,
melhorias,
futuro e doce lar.
Empolgado! Com entusiasmo!
Convicção!
Para depois jogar no fogo
as pessoas e o carvão.
Pap'A Vale chegou e viu
nos olhos cansados
o brio da sua imagem
E
nos ouvidos feridos
ausência de palavras brunidas,
Contando assim mil falácias.
Cheio de boas novas,
melhorias,
futuro e doce lar.
Empolgado! Com entusiasmo!
Convicção!
Para depois jogar no fogo
as pessoas e o carvão.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
EU
(Por Ivan Silva)
Quando digo eu,
não fica difícil ver onde está a falha.
Eu sou a falha.
O desgaste no dente da engrenagem.
A porteirinha da boca banguela...
domingo, 8 de janeiro de 2012
1,2,3
(Por Ivan Silva)
Impressos,
Três numa cajadada só!
Vejam aqui somente as capas:
Se quiserem saber como cada um realmente ficou: isrbaixo@hotmail.com
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
ZONZEIRA - REFLEXÃO V
(Por Ivan Silva)
Maria, Marina, Josefa, Carlos, Richard, Adaldo, Lunie, Lurdes, Lilí... uma lista. Até o momento, esses são os perfis humanos que estão arquivados no sistema do colecionador. Como ele os capturou? Ora, eu já disse... o quê? Rede Social... aham, virtualmente inofensiva e divertida... mas é isso que a torna fatal, não? Olha só. Maria é enfermeira; Marina é secretária; Josefa faz enfeites; Carlos vende carros; Richard nasceu ontem; Lunie é fisólofo acadêmico formado em Boston; Adaldo faz publicidade; Lurdes ficou famosa depois de morrer; e Lilí, Lilí acaba de comprar a última trombeta religiosa, na Loja do Apocalipse. É isso. Onde estou? Estou vivo ou morto? Presente faço parte do passado. Perfis humanos,"o homem que só bebe água tem algum segredo que pretende ocultar dos seus semelhantes." Perfis humanos, o meu nome também está na lista! O Colecionador sabe muito mais de mim do que eu. Perfis humanos... onde é que eu estou com a cabeça? O que foi que eu bebi? Água?!
Maria, Marina, Josefa, Carlos, Richard, Adaldo, Lunie, Lurdes, Lilí... uma lista. Até o momento, esses são os perfis humanos que estão arquivados no sistema do colecionador. Como ele os capturou? Ora, eu já disse... o quê? Rede Social... aham, virtualmente inofensiva e divertida... mas é isso que a torna fatal, não? Olha só. Maria é enfermeira; Marina é secretária; Josefa faz enfeites; Carlos vende carros; Richard nasceu ontem; Lunie é fisólofo acadêmico formado em Boston; Adaldo faz publicidade; Lurdes ficou famosa depois de morrer; e Lilí, Lilí acaba de comprar a última trombeta religiosa, na Loja do Apocalipse. É isso. Onde estou? Estou vivo ou morto? Presente faço parte do passado. Perfis humanos,"o homem que só bebe água tem algum segredo que pretende ocultar dos seus semelhantes." Perfis humanos, o meu nome também está na lista! O Colecionador sabe muito mais de mim do que eu. Perfis humanos... onde é que eu estou com a cabeça? O que foi que eu bebi? Água?!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
O COLECIONADOR DE BORBOLETAS DESCARADO - REFLEXÃO IV
(Por Ivan Silva)
E trancado na grande gaiola:
Azar! azar... Azar o seu! Diabos! -- pragueja o papagaio... no momento em que o colecionador de borboletas penetra no borboletário, com sua rede social, sorrindo aos quatro ventos, num fluir ausente de tesão sádico. E pega duas, três... oito, nove... nove borboletas na rede, espetando em cada uma um alfinete no tórax. Azar! azar... Azar o seu! Diabos! -- pragueja o papagaio. O colecionador não pára, continua. Inacreditável, parece sentir um prazer eterno. Estamos no mundo da fantasia!
Abre um caderno (mais puxado para Albúm de perversidade) e sem relar um dedo nas asas, arquiva as borboletas, uma a uma, conforme as contempla na página. Azar! azar... azar... Dia... que dia? A escuridão aumentou. Deus levou o papagaio: --Eu não nasci da cegonha... Deus me levou... eu não nasci da cegonha! Será que tem como piorar?! O Colecionador agora coleciona perfis humanos.
E trancado na grande gaiola:
Azar! azar... Azar o seu! Diabos! -- pragueja o papagaio... no momento em que o colecionador de borboletas penetra no borboletário, com sua rede social, sorrindo aos quatro ventos, num fluir ausente de tesão sádico. E pega duas, três... oito, nove... nove borboletas na rede, espetando em cada uma um alfinete no tórax. Azar! azar... Azar o seu! Diabos! -- pragueja o papagaio. O colecionador não pára, continua. Inacreditável, parece sentir um prazer eterno. Estamos no mundo da fantasia!
Abre um caderno (mais puxado para Albúm de perversidade) e sem relar um dedo nas asas, arquiva as borboletas, uma a uma, conforme as contempla na página. Azar! azar... azar... Dia... que dia? A escuridão aumentou. Deus levou o papagaio: --Eu não nasci da cegonha... Deus me levou... eu não nasci da cegonha! Será que tem como piorar?! O Colecionador agora coleciona perfis humanos.
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