sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Caralho de asas

(Por Ivan Silva)

Às vezes não gosto de pensar demais...
Às vezes?
Não gosto é de ficar sem agir!
Saio ou ensaio?
Descarga,
ficar parado boiando não rola.
Ihhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh,
perdi a chance. Caralho,
estraguei tudo.
Pensar demais não é pra mim!
O quê?! Esperar decidir?!
Caralho voou.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

...................

(Por Ivan Silva)

Um pássaro esteve aqui
voou mas deixou
ti
ti
ca

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Coisarada

(Por Ivan Silva)

Ah, compra e venda...
Sei que eles me pagam,
um a um,
e pagam caro,
sorrindo de orelha a orelha.
Mas como detesto esse jogo empreendedor.
Um nojo sem escrúpulos!
Enquanto o capital rodopia
e os cerébros vão ficando do tamanho de uma ervilha transgênica.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Debate no sarau em Santo Antônio

Na conversa: Ney Gonçalves, Gabriel, e Diego El Khouri.
Discutindo sobre o sistema.

sábado, 5 de novembro de 2011

Sol e lua

(Por Ivan Silva)

Na rocha o mar toca
espancando os poros do sexo
e em transe natural vai entrando
forte com o ritmo das ondas
que se quebram e requebram
dançam e se espatifam
aos olhos de ferro
maresia.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Flatulência

(Por Ivan Silva)

Prender peido é falta de sinceridade.

Até mesmo estando só.

O peidante quando peida, por mais que o peido feda,
se expressa muito mal quando cai na risada, mas se expressa pior ainda
quando inventa de tapar o nariz.
Até mesmo estando só.
Só, até mesmo fora do banheiro
(lugar considerável da casa onde se deve fazer as necessidades)

Prender peido é falta de sinceridade.

O peidante, indivíduo que peida, em público é oprimido,
principalmente
quando peida descaradamente sem deixar supeitas a seu respeito,
escutando seriamente: quem foi o frouxo?
ô pessoal,
quem quiser peidar que vá peidar lá no banheiro.
Ninguém aqui é obrigado a respirar carniça dos outros não.
vamos lá pra fora respirar um ar puro, vamos?
--O convite é aceito.

O peidante também vai...

Eu não quero ir peidar no banheiro--Pensa ele.
Tranqüilamente hipócrita, sentindo assim o retardo do peido.
Só até se aproximar, novamente, da mulher que ele ficou afim.
Numa tentativa inútil (devido ao bucolsimo e a flatulência)
de pelo menos dar uma cantada.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ruína

(Por Ivan Silva)

No meu estômago,
consciência destilada.
Deste lado,
nada.