dedicatória--*Emergência*-- à Mario Quintana.
Revolta? Não. Preso? Sim, n'uma cela
...........ainda profundamente.
Abriste a janela Quintana, fui salvo, e contraditório...
Afoguei-me por ela.
Mas não respirei diferente...
sábado, 14 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
No jeito do acento
Quebraram o acento
que tinhas,
ó ar
ó mar
Que tinhas, ó vento, ó sonho sedento
Que tinhas a cinza do mato
em incêndio
Tudo se fala, em silêncio
tudo se apaga
O poema nojento parece uma bala
Caiu no meu peito: dois acentos "tio"
Ai!Amor--um mar, um ar, a cinza:
Um poema nojento,--Um acento ranzinza...
que tinhas,
ó ar
ó mar
Que tinhas, ó vento, ó sonho sedento
Que tinhas a cinza do mato
em incêndio
Tudo se fala, em silêncio
tudo se apaga
O poema nojento parece uma bala
Caiu no meu peito: dois acentos "tio"
Ai!Amor--um mar, um ar, a cinza:
Um poema nojento,--Um acento ranzinza...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Teto Alto
No alto teto
não ponho a mão, pois dizem:
"É proteção, o teto da casa"
Mas veem: foi feito
A luz nele apagada escurece
De plano, parece perfeito
Defeituosa noite
Pois falta: a lua, as estrelas...
Encaro-o como nublado
--bastante--e ando devagar
Na estante eu esbarro, sobrecaio
Que que há?! Sentei nas nuvens!
Não gostas do céu?!
É ilusão, caí do sofá.
não ponho a mão, pois dizem:
"É proteção, o teto da casa"
Mas veem: foi feito
A luz nele apagada escurece
De plano, parece perfeito
Defeituosa noite
Pois falta: a lua, as estrelas...
Encaro-o como nublado
--bastante--e ando devagar
Na estante eu esbarro, sobrecaio
Que que há?! Sentei nas nuvens!
Não gostas do céu?!
É ilusão, caí do sofá.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Começo inteiro
Só conheço um rosto
azedo
e a cortina se abriu
Descance aqui
na cova
cai
hai kai
ferida de sangue
e o resto espandiu
Cala-me de vez
poesia
serei poeta de pia.
azedo
e a cortina se abriu
Descance aqui
na cova
cai
hai kai
ferida de sangue
e o resto espandiu
Cala-me de vez
poesia
serei poeta de pia.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A ladra dos Ofícios
(Por Ivan Silva)
O gozo a tudo cansa.
Céus!, assim, o tédio
é de pouco terra mansa
Uma criança sem remédio
Se lhe ocorria na lembrança
a febre lhe entristecia
na medida clara da mudança
só a terra estremecia
O cantorio que lhe cantava
Era a cura guarnecida
De feliz se levantava
Vinha a morte bem vestida
Do menino tirava o tédio
e também se entristecia
Era aí, o seu Ofício (roubado)
--da criancinha que falecia.
O gozo a tudo cansa.
Céus!, assim, o tédio
é de pouco terra mansa
Uma criança sem remédio
Se lhe ocorria na lembrança
a febre lhe entristecia
na medida clara da mudança
só a terra estremecia
O cantorio que lhe cantava
Era a cura guarnecida
De feliz se levantava
Vinha a morte bem vestida
Do menino tirava o tédio
e também se entristecia
Era aí, o seu Ofício (roubado)
--da criancinha que falecia.
domingo, 27 de setembro de 2009
[Por Entre inseticida]
Destino é o que mergulha
motivo é o que se afoga...
se tiram de pouco a pouco essa agulha ,
--minúsculo--mas o buraco,
é o único que há sobra.
Poesia fina de teia aracnídea
é feia enquanto tece
sem saber de quantos gomos
vai levando a sua vida: ferida
enquanto enrola em sua ceda
a própria pele que lucida: --
uma mosca já sem asas
morta, querida, ou amada.
motivo é o que se afoga...
se tiram de pouco a pouco essa agulha ,
--minúsculo--mas o buraco,
é o único que há sobra.
Poesia fina de teia aracnídea
é feia enquanto tece
sem saber de quantos gomos
vai levando a sua vida: ferida
enquanto enrola em sua ceda
a própria pele que lucida: --
uma mosca já sem asas
morta, querida, ou amada.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Mente
Eu, sou um morto que mente
só entra na minha mente
quem morto é.
E se o que eu digo não for verdade
esse morto é inteligente.
só entra na minha mente
quem morto é.
E se o que eu digo não for verdade
esse morto é inteligente.
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